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Os 15 líderes globais com mais seguidores no Twitter

O Twitter vem servindo a governos e líderes globais para comunicar-se entre si, informar a população e, em alguns casos, responder às perguntas do público. O estudoTwiplomacy 2013, da empresa de relações públicas Burson-Marsteller, avalia como isso vem sendo feito. 

Veja quem são os 15 líderes globais com mais seguidores segundo esse estudo. Dilma Rousseff e Barack Obama estão na lista.


1 - Barack Obama

País: Estados Unidos

Seguidores: 33,5 milhões

Conta no Twitter: @BarackObama




A conta de Obama, o líder global com mais seguidores, faz sucesso desde 2009. Mas os posts eram, inicialmente, escritos por assessores. Obama só publicou seu primeiro tuíte em 2011 e se tornou mais ativo em 2012. A foto dele abraçando a esposa Michelle após a vitória na eleição do ano passado foi retuitada mais de 800 mil vezes.


2 - Papa Francisco

País: Vaticano

Seguidores: 7,2 milhões

Contas no Twitter: @Pontifex_pt e outras

O papa Francisco é o líder global mais influente segundo o estudo da Burson-Marsteller. Seus tuítes diários são retuitados 11 mil vezes em média. Os posts são traduzidos e divulgados em nove contas, em diferentes idiomas, incluindo a @Pontifex_pt, em português. A conta @Pontifex_es, em espanhol, já tem mais seguidores que a @Pontifex original, com posts em inglês.


3 - Casa Branca

País: Estados Unidos

Seguidores: 4 milhões

Conta no Twitter: @whitehouse

A conta @BarackObama foi criada por assessores de campanha de Obama sem ligação oficial com a Casa Branca. Mas o presidente americano também se comunica pela @whitehouse, esta sim, oficial. Ele já a usou inclusive para responder a perguntas do público. Curiosamente, a conta @whitehouse não segue a @BarackObama.


4 - Tayyip Erdogan

País: Turquia

Seguidores: 3,7 milhões

Conta no Twitter: @RT_Erdogan

A Turquia tem dois campeões no Twitter: o primeiro ministro Rcep Tayyip Erdogan e o presidente Abdullah Gül. Juntos, eles somam 6,8 milhões de seguidores. Tuiteiro ativo, Erdogan criticou o uso da rede social para promover manifestações no país neste ano: “Agora temos uma ameaça chamada Twitter”, disse. “Para mim, as redes sociais são a pior ameaça para a sociedade.”


5 - Abdullah Gül

País: Turquia

Seguidores: 3,4 milhões

Conta no Twitter: @cbabdullahgul

A conta do presidente da Turquia Abdullah Gül publica textos em turco e fotos sobre as atividades de seu governo. Quando Gül quer mandar um recado a outros países, porém, ele escreve em inglês. Em 2010, por exemplo, quando Israel atacou navios turcos que se dirigiam a Gaza, ele tuitou: “A Turquia jamais esquecerá esse ataque”.


6 - Rania Al Abdullah

País: Jordânia

Seguidores: 2,8 milhões

Conta no Twitter: @QueenRania

Apesar de não tuitar todos os dias, a rainha da Jordânia é uma tuiteira engajada, que interage bastante com seus seguidores. Rania Al Abdullah alterna tuítes em inglês e árabe sobre assuntos que incluem relatos pessoais e questões como educação e saúde. 


7 - S. B. Yudhoyono

País: Indonésia

Seguidores: 2,6 milhões

Conta no Twitter: @SBYudhoyono

“Olá Indonésia. Entrei no Twitter para compartilhar saudações, pontos de vista e inspirações com o mundo. Saudações. SBY”, escreveu o presidente Yudhoyono, da Indonésia, em seu primeiro tuíte, em abril deste ano. Desde então, sua popularidade na rede social explodiu. Ele publica, em média, sete posts por dia, sempre na língua indonésia, e assina SBY. 


8 - Dmitry Medvedev

País: Rússia

Seguidores: 2,6 milhões

Contas: @MedvedevRussia e @MedvedevRussiae

O primeiro ministro russo Dmitry Medvedev é muito mais popular no Twitter que o presidente Vladimir Putin. Seus tuítes são publicados em russo na conta @MedvedevRussia e imediatamente replicados em inglês na @MedvedevRussiae. Apaixonado por fotografia, Medvedev frequentemente publica fotos de lugares que visita.


9 - Primeiro ministro britânico

País: Reino Unido

Seguidores: 2,4 milhões

Conta no Twitter: @Number10gov

A conta oficial reservada ao primeiro ministro britânico é bastante usada por David Cameron, o atual titular do cargo. Nesta quinta-feira, ele a empregou para enviar suas condolências às vítimas do acidente de trem que matou 78 pessoas na Espanha (Enrique Peña Nieto, presidente do México, fez a mesma coisa). O nome @Number10gov é uma referência ao endereço do gabinete: rua Downing, número 10, em Londres. 


10 - Cristina Kirchner

País: Argentina

Seguidores: 2,1 milhões

Conta no Twitter: @CFKArgentina

Dilma Rousseff pode ficar com inveja: Cristina Kirchner é a líder latino-americana com mais seguidores no Twitter e é classificada pela Burson-Marsteller como uma das mais conectadas. Além de falar aos argentinos, ela usa o Twitter para interagir com outros chefes de estado. Um de seus primeiros tuítes, em 2010, foi endereçado a Sebastián Piñera, do Chile, e oferecia apoio aos mineiros presos numa mina após um desabamento.


11 - Enrique Peña Nieto

País: México

Seguidores: 2 milhões

Conta no Twitter: @EPN

Como Cristina Kirchner, o presidente mexicano Enrique Peña Nieto emprega o Twitter para se comunicar com colegas de outros países. Além de divulgar fotos, vídeos e notícias de seu governo, ele segue vários outros presidentes e é seguido por eles. Nesta quinta-feira, Peña Nieto tuitou suas condolências às vítimas do acidente de trem que matou 78 pessoas na Espanha (David Cameron, do Reino Unido, fez a mesma coisa).


12 - Juan Manuel Santos

País: Colômbia

Seguidores: 2 milhões

Conta no Twitter: @JuanManSantos

O presidente colombiano Juan Manuel Santos é outro que faz diplomacia pelo Twitter. Em 2010, ele tuitou mensagens ao então presidente da Venezuela, Hugo Chaves, e promoveu a reaproximação dos dois países, que tinham relações tensas. Popular entre os internautas colombianos, Santos, no ano passado, convidou seu milionésimo seguidor a ir visitá-lo na residência oficial.


13 - Xeque Mohammed

País: Emirados Árabes Unidos

Seguidores: 1,9 milhão

Conta no Twitter: @HHShkMohd

O xeque Muhammad bin Rashid al-Maktum, primeiro ministro dos Emirados Árabes Unidos (o HH no nome da conta vem de “His Highness”, sua alteza), alterna tuítes em inglês e árabe. Divulga notícias de seu governo e ocasionalmente interage com o público. Seu tuíte de maior repercussão dizia: “Os ministros receberam iPads. Eu também recebi. O objetivo é dar agilidade e flexibilidade à tomada de decisões”.


14 - Dilma Rousseff

País: Brasil

Seguidores: 1,9 milhão

Conta no Twitter: @dilmabr

Quando estreou no Twitter, em abril de 2010, Dilma Rousseff descreveu sua presença na rede social como uma aventura. Pelo jeito, a aventura não durou muito. A conta de Dilma foi usada durante a campanha eleitoral e conquistou quase 2 milhões de seguidores, mas foi abandonada após as eleições. Seu último tuíte, de dezembro de 2010, diz: “Amigos, muito legal ser tão lembrada no Twitter em 2010. Logo eu, que tive tão pouco tempo p/estar aqui c/vcs. Vamos conversar mais em 2011”. Os seguidores estão aguardando.


15 - Najib Razak

País: Malásia

Seguidores: 1,6 milhão

Conta no Twitter: @NajibRazak

O primeiro ministro da Malásia Mohd Najib Tun Razak publica mensagens em inglês e malaio, além de retuítes de outras contas. Ele interage bastante com seguidores. Chegou a convidar alguns para um café-da-manhã e depois publicou fotos do encontro. Nesta semana, Razak usou o Twitter para cumprimentar Kate Middleton e o príncipe William pelo nascimento do novo herdeiro do trono britânico.



 

8 perfis de clientes com os quais você precisa aprender a lidar

Identificar o tipo de comportamento de cada cliente e agir adequadamente, de acordo com o perfil de cada um, aumentará bastante as possibilidades de o vendedor efetuar vendas de qualidade e fidelizar clientes.

É comum encontrarmos vendedores que “não querem perder tempo com clientes indecisos e lentos”, pois, na sua concepção, venderão muito mais se agirem com rapidez. Nos treinamentos de vendas, sempre me perguntam se isso é correto.


Kenneth Blanchard disse: “Nada é tão desigual quanto tratamento igual a pessoas desiguais”. Mas é exatamente o que acontece com grande parte dos profissionais de vendas e atendimento a clientes. É uma verdadeira padronização, adotando o mesmo discurso e comportamento com pessoas totalmente diferentes.

Enquanto há clientes que agem mais com base na razão, existem os que gostam de relacionamentos (emocionais). Assim também como existem clientes rápidos, têm os que agem com lentidão.

Como exemplo, o vendedor que quiser vender para um cliente que gosta de relacionamentos e ao mesmo tempo seja lento na maneira de pensar e agir, adotando o mesmo comportamento de atendimento para o cliente rápido e racional, não terá sucesso. Pode até vender na base da pressão, mas esse cliente ficará insatisfeito e não repetirá a compra.



Vejamos alguns tipos de comportamento de clientes e como o vendedor deverá agir com cada um:


TÍMIDO/CALADO/SILENCIOSO: Não gosta de falar e nem demonstra o que pensa; deixa o vendedor falando sozinho e não responde aos seus argumentos de vendas, bem como não se impressiona com as vantagens dos produtos, mas gosta de ouvir opiniões e conselhos. COMO AGIR: Estimular o diálogo através de perguntas hábeis para obter suas opiniões; evitar falar muito; ter paciência e não pressioná-lo; conquistar a confiança do cliente, transmitindo-lhe segurança e coragem para decidir; usar da empatia; colocar o cliente em cena já utilizando o produto.


BEM-HUMORADO: É muito simpático, bonachão e gosta de uma conversa agradável; é especialista em desviar o vendedor do assunto “vendas”. COMO AGIR: Ser simpático, bem-humorado, mas sem exagerar; conduzir e manter o diálogo; com habilidade, retornar para o tema “vendas”; não se iludir pensando que é um cliente fácil; ter paciência.


RACIONAL/ENTENDIDO: Sabe o que diz, pois é bem-informado, não sendo influenciado com facilidade; confia em si próprio e não gosta de argumentos fracos; observa a qualidade do produto e analisa o preço. COMO AGIR: Demonstrar conhecimento, respondendo com firmeza as perguntas do cliente; em vez de opiniões, deve apresentar fatos concretos nos argumentos de venda; falar pouco, com objetividade e não forçar a barra; ser prestativo e habilidoso; não esconder informações.


DESCONFIADO/CURIOSO: Gosta de debater e raciocinar; faz perguntas com firmeza; não acredita com facilidade e quer provas; é precavido. COMO AGIR: Ser firme e seguro nas repostas, transmitindo confiança; fazer afirmações que possam ser provadas; ter paciência, fornecendo detalhes sobre o produto e não demonstrar “fome de venda”; usar da empatia.


APRESSADO: Quer rapidez no atendimento, não se interessando em relacionamento; não verifica o produto em detalhe; confia nas informações do vendedor. COMO AGIR: Dar um atendimento rápido; apresentar o produto com objetividade, levando o cliente a uma decisão rápida; responder perguntas com agilidade.


IMPORTANTE/PRESUNÇOSO: É o “sabe tudo” e vaidoso; quer dominar e não aceita opiniões; despreza a oferta e pressiona o vendedor com objeções fúteis; é dotado de superestima e deseja o poder. COMO AGIR: Valorizar as suas vaidades, dando-lhe prestígio sem bajular; ser agradável, não temê-lo e nem evitá-lo; apresentar sugestões e não conclusões; usar suas ideias para eliminar objeções; dar a impressão que a decisão partiu do cliente; satisfazer seus caprichos.


BRIGUENTO/IRRITADO: Está sempre nervoso e gosta de brigar; costuma ofender e expor opiniões; critica a empresa, o produto e o vendedor; é impaciente. COMO AGIR: Deixar o cliente desabafar e ouvi-lo com atenção; manter a calma e ser educado; não usar o mesmo tom de voz e evitar discutir; ser paciente e tolerante; agir com eficiência e rapidez; aproveitar as oportunidades dadas pelo cliente para argumentar vendas.


PREOCUPADO COM O PREÇO: Pergunta logo o preço e acha caro; cria objeções antes da argumentação do vendedor. COMO AGIR: Fazer perguntas; enaltecer sempre as vantagens e benefícios do produto para agregar valor e justificar o preço; dar o preço com firmeza.

Identificar o tipo de comportamento de cada cliente e agir adequadamente, de acordo com o perfil de cada um, aumentará bastante as possibilidades de o vendedor efetuar vendas de qualidade e fidelizar clientes.

 

Os 9 perfis mais comuns de empreendedores

Pesquisa da Endeavor indica quais são os tipos mais comuns de empreendedores brasileiros.


Apaixonado, antenado ou independente? Que tipo de empreendedor você é? Para ajudar nesta tarefa, a Endeavor, organização que apoia o empreendedorismo de alto impacto, fez um estudo para identificar as percepções e os perfis dos empreendedores brasileiros. A pesquisa, feita em parceria com o Ibope Inteligência, entrevistou mais de 3 mil pessoas, entre empresários, potenciais empreendedores e empregados.


O estudo mostrou que a falta de conhecimento ainda afeta as pequenas empresas e que boa parte dos empresários não se prepara para empreender. Por outro lado, a população brasileira enxerga os empreendedores como geradores de emprego e de riqueza para o país.

A pesquisa foi dividida em três categorias de empreendedores: potenciais, formais e informais. Para cada uma, há perfis variados. Veja abaixo os tipos de empreendedores identificados na pesquisa:


1. Apaixonado

A maioria é mulher, tem entre 25 e 35 anos e é autossuficiente. Este tipo representa 22,4% dos empreendedores, mora nas regiões Sul e Sudeste e tem um alto nível de escolaridade. São pessoas altamente ligadas às redes sociais e com experiência na área empreendedora, seja com exemplos na família ou negócios com mais de seis anos. As áreas de serviços de estética e venda de acessórios são as que concentram mais empresários deste perfil. Com faturamento baixo, este grupo tem dificuldades em captar recursos. Fazer networking e estudar finanças são boas ações para melhorar o negócio. 


2. Antenado 

É o perfil mais jovem mapeado entre os que já têm um negócio, com idade média de 31,6 anos, e quase 40% terminaram o ensino superior. Estes empreendedores atuam principalmente com a área de serviços. Participa mais do que a média de organizações de classe e associações e costuma se informar principalmente pela internet. É mais avesso a riscos financeiros e menos preocupado em fazer o negócio crescer rapidamente. Este perfil costuma estar à frente de empresas por menos de 3,5 anos e pode precisar da ajuda de mentores para resolver seus problemas. 


3. Independente 

Eles são mais experientes, têm entre 46 e 55 anos e gostam de trabalhar para si mesmos. A maioria é casada, chefe de família e conhece bem o empreendedorismo. É o tipo que ainda prefere ler jornais a acessar a internet para se informar. Problemas com fluxo de caixa e falta de investimento são apontados como fatores que impedem o negócio de crescer. 


4. Arrojado

Cerca de 17% dos empreendedores se encaixam neste perfil. São pessoas mais maduras e engajadas. A maioria é homem e, em média, atua como empresário por 17 anos. Metade deles atua na área de serviços automotivos. Sua renda está acima da média, o que o torna mais confiante para assumir riscos. Sua principal fonte de informação é televisão e jornais e ainda acessa pouco as redes sociais. Entre as preocupações estão problemas com fluxo de caixa e gestão de pessoas. 


5. Desbravador

São aquelas pessoas que ainda não têm um negócio, mas querem empreender. A maioria tem experiência no setor privado, mas ainda está no começo da carreira, e idade entre 18 e 39 anos. Quase 90% dos entrevistados disseram que querem empreender e é provável que isso aconteça nos próximos cinco anos. Sua principal motivação é o retorno financeiro. 


6. Empolgado

É o grupo mais jovem entre os que querem empreender, com idade entre 16 e 24 anos. A maioria está no Sudeste e usa a internet para se informar e se comunicar. Um terço deste grupo ainda não tem renda, pois muitos ainda não começaram a trabalhar. Este perfil quer empreender para ser independente. 


7. Provedor

Este grupo representa um quarto dos potenciais empreendedores. Geralmente, tem mais experiência, faixa etária de 40 a 64 anos e escolaridade mediana. Tem medo de correr riscos financeiros, mas querem muito abrir o próprio negócio. 


8. Pragmático

Este grupo, geralmente dominado por empreendedores informais, tem mais homens, baixo nível de experiência em empreendedorismo e escolaridade mediana. Atua principalmente no setor de comércio, com negócios que faturam menos de 50 mil reais por ano. A maioria não tem sócios e usa muito as redes sociais. Ele tem dúvidas sobre o retorno financeiro do negócio e as possibilidades de falência. 


9. Lutador

Outro tipo que reúne boa parte dos informais, este perfil é formado basicamente por empreendedores altamente experientes. As principais áreas de atuação são lanchonetes, serviços estéticos e automotivos. A maioria começa o negócio por necessidade e tem várias dúvidas sobre a administração da empresa. 

Fonte: Exame.com

 

Procurando desculpas para não abrir um negócio?

Por Rafael Duton, da Endeavor

O termo “novas empresas” será sempre equivalente ao conceito de “startups” - que não tem uma tradução adequada para o português. Vejo uma diferença enorme, porém simples, entre uma pequena empresa e uma startup:  a startup é uma pequena empresa que nasceu para ser muito grande, para se tornar líder do setor ou melhor, criar um setor inteiramente novo. Existem outras diferenças, mas é assunto para outros artigos (e não há aqui nenhum demérito sobre pequenas empresas – que possuem importância ímpar na economia do Brasil e de muitos países).

O título deste artigo retrata um hábito comum nos “pré-empreendedores” brasileiros (aqueles que querem, mas ainda não empreenderam): muita vontade, alguma consistência nas propostas para criar negócios, mas uma extrema falta de confiança em dar o primeiro passo. A desculpa é quase sempre a mesma: “no Brasil é muito complicado empreender”.


Aos fatos:

I - Burocracia atrapalha abrir a empresa. Não ajudar ou estimular é diferente de atrapalhar. Nunca conheci um empreendedor com um projeto “matador” que deixou de seguir adiante por que iria demorar 200 dias para legalizar a empresa. Na prática a empresa começa muito antes do CNPJ: reuniões, pesquisas informais, protótipos (item fundamental) devem acontecer antes! Estes são, inclusive, pontos essenciais para a decisão de abrir ou não legalmente a empresa;


II – Carga tributária muito alta inviabiliza negócios. As cargas tributárias são elevadíssimas e atrapalham demais o desenvolvimento de empresas no Brasil. Isso não se discute. Mas deixar de empreender por causa disso? Se fosse assim, não existiria Inbev, Natura, Totvs e tantas outras empresas (que um dia foram startups) no Brasil. Nos primeiros meses não há faturamento nem funcionários. Pouco impacto. Nesse momento o empreendedor está testando suas hipóteses. O primeiro passo é que elas funcionem. A partir daí faça um bom planejamento tributário (não economize no contador!).


III – A taxa de mortalidade no Brasil é tão alta que as chances de dar certo são poucas. Típico caso de pessimismo ou mesmo covardia. Se existe uma comprovação de que 60% das empresas daqui fecham as portas nos primeiros 5 anos, essa mesma estatística nos Estados Unidos - país mais empreendedor que existe - aponta para 50% de chances. Definitivamente, esta não é uma desculpa aceitável!


Em resumo, na prática sempre existirão dezenas de motivos para você não criar sua startup. Apesar disso se existir um único motivo, o de você ter uma “paixão irracional” por determinado projeto que quer desenvolver, então:

1. Entenda as regras antes de começar: tem burocracia sim, a carga tributária atrapalha mesmo e só os melhores negócios irão prosperar. Sabendo disso antes, não há o que choramingar depois;

2. Comece pequeno mas, desde sempre, pensando em ser grande!;

3. Se prepare para anos de trabalho árduo, várias concessões (maioria pessoais) e muita resiliência;

4. Comece rápido. Teste rápido. Sua primeira tarefa no “dia 1” da empresa é testar as duas hipóteses fundamentais de qualquer startup: (a) identificamos um problema importante que as pessoas ou empresas possuem e (b) sabemos desenvolver uma solução que irá resolver esse problema; Steve Blank, referência quando o assunto é startups, define precisamente o empreendedorismo como “insolência + paixão”. Se você realmente acredita no seu projeto de startup, atrevimento e audácia vão ser necessários! 



Rafael Duton é empreendedor, professor e fundador da Movile e da aceleradora de negócios digitais 21212. Empreendedor Endeavor desde 2003.

 

9 pontos positivos de trabalhar em casa

Seu emprego no escritório não parece mais uma boa opção? Confira 9 pontos positivos de trabalhar em casa.


dicas para trabalhar em casa


Trabalhar em casa tem se tornado uma opção cada vez mais comum e viável. Algumas pessoas acreditam que ter um emprego em um escritório é melhor para a produtividade, mas existem diversos argumentos que provam o contrário. 




Confira 9 pontos positivos de trabalhar em casa:


1. Produtividade:

Mesmo que alguns pensem que não, trabalhar em casa pode aumentar a produtividade. O silêncio ajuda a reduzir o estresse que você teria em um emprego no escritório. Além disso, você não precisa lidar com distrações como pessoas falando ao telefone, reuniões feitas no mesmo ambiente, entre outras coisas.


2. Conforto:

Ao trabalhar em casa, você pode escolher o cômodo em que deseja ficar, qual a luz que mais te agrada e qualquer outro aspecto que você valorize para o seu conforto.


3. Trânsito:

Um dos piores pontos de precisar ir até o local do seu emprego é ter que enfrentar ruas e avenidas lotadas de carros. Começar as manhãs sem todo esse caos evita o estresse e torna seu dia de trabalho muito mais produtivo e, de quebra, salvando algum tempo livre que você pode dedicar a outras atividades.


4. Ritmo:

Algumas pessoas preferem trabalhar durante a manhã enquanto outras optam por empregos noturnos. Trabalhar em casa facilita a escolha do período em que você deseja realizar suas tarefas.


5. Alimentação:

Além de ser mais fácil manter uma alimentação saudável ao trabalhar em casa, você também economiza por não precisar gastar dinheiro em restaurantes durante toda a semana.


6. Exercício:

Não ir ao escritório possibilita que você faça exercícios durante a parte do dia que preferir. Você pode tirar um intervalo de 30 minutos entre suas tarefas para fazer alongamentos, por exemplo. Isso também pode gerar mais foco no trabalho, além de ajudar a manter a saúde.


7. Espaço:

Um emprego que exige que você vá ao escritório não deixa muito tempo livre para ter momentos de introspecção, uma vez que você está sempre em contato com outras pessoas. Ter um espaço reservado somente a você é importante para manter-se relaxado, motivado e produtivo.


8. Criatividade:

Quando você está em contato com pessoas ou coisas que gosta, sua criatividade aumenta. Trabalhando em casa você também tem mais chances de poder entrar em contato com a natureza ou fazer qualquer outra coisa que te agrade durante intervalos, o que também faz de você uma pessoa mais criativa.


9. Dinheiro:

Trabalhar em casa é útil para economizar dinheiro. Você não precisa gastar com transporte, com mais roupas para ir bem vestido ou com restaurantes caros.


 

Empreender: afinal de contas, o que é isso?

Empreender é sinônimo de acreditar, planejar, controlar e agir. É enxergar condições sob ângulos de rara visão e buscar um foco nem sempre facilmente reconhecido. É sair da zona de conforto e abrir mão de rotinas de manutenção de um status quo acomodado. E, para que você acredite em algo, é preciso que o assunto seja estudado. Ninguém acredita naquilo que desconhece. Portanto, antes de dizer que você está disposto a empreender, é preciso dizer que você esteja disposto a aprender!

o que é empreendedorismo

Aprender significa ler, conversar, pesquisar. Dar o primeiro passo, o segundo, o terceiro e eventualmente cair. Cair faz parte do aprendizado. Cair concede-nos a experiência, o controle de futuros resultados que poderão ser premeditados a medida que tivermos aprendido. Empreender é uma mistura da teoria e prática diretamente relacionadas. Quanto mais se sabe da primeira, mais ação é requerida da segunda. Ou seja, quanto mais se estuda, mais se pratica. A teoria sem aplicação prática é mera utopia. Quando você empreende, você cai,  todos caímos, é assim mesmo!

Planejar inclui, refletir, disciplinar e abdicar. Abdicar de possíveis confortos temporários, disciplinar para foco no resultado e refletir para que rumos sejam frequentemente ajustados. O controle é a chave final do sucesso do empreendedor.  Saber guardar seus próprios pensamentos e expor seus conceitos somente quando tiver certeza da sua verdadeira aplicabilidade é característica dos vencedores.  Além disso, controlar os recursos investidos,  sejam eles materiais ou emocionais, também faz parte do projeto. Ou seja, tanto a quantia a ser investida quanto a veemência de um argumento afetam o equilíbrio do objetivo final.

Finalmente, não é da noite para o dia que empreendedorismo é aprendido. Empreender é principalmente criar, inovar e gerar frutos. E, como tudo na vida, requer talento, vontade, sensibilidade e preparação para quando houver a oportunidade!

Carlos Wizard Martins é palestrante especializado em gestão empresarial e autor dos livros "Desperte o milionário que há em você" e "Meu presente mais valioso", publicados pela Editora Gente.

 

20 livros para ser um empreendedor melhor

Veja indicações de obras que tratam de empreendedorismo e inovação para pequenos empresários.


Por Camila Lam

Todo empreendedor deve reservar uma parte da sua rotina para buscar referências e se inspirar. Ter novas ideias e adotar novas práticas são essenciais para a saúde de uma empresa, seja ela uma startup ou uma empresa de médio porte. 

Com a ajuda de Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral, Mike Martins, diretor executivo da Sociedade Latino Americana de Coaching, Thiago de Carvalho, coordenador do Centro de Empreendedorismo (CEMP) do Insper, Sílvio Celestino, sócio-fundador da Alliance Coaching, e João Bonomo, professor de empreendedorismo do Ibmec/MG, EXAME.com listou 20 dicas de obras para empreendedores. 


"A Arte do Começo"

O autor é especialista em tecnologia e marketing e, na década de 80, foi um dos funcionários responsáveis da Apple pelo marketing do computador Macintosh. Para Bonomo, a obra mostra como o empreendedor pode alcançar vantagens competitivas quando seu empreendimento é inovador.

“A Arte do Começo”, de Guy Kawasaki (Editora Best Seller Ltda, a partir de R$ 29,90)



"A Decolagem de Um Grande Sonho"

Escrito em primeira pessoa, a obra traz a história de Ozires Silva e suas experiências de vida desde sua infância até a criação e consolidação da Embraer. “O livro é baseado em sonhos e determinação, no fato de que os empreendedores não apenas empreendem, mas levam um país inteiro a acreditar em seus sonhos”, diz Arruda.

“A Decolagem de Um Grande Sonho”, de Ozires Silva (Editora Campus, a partir de R$ 105)




“A Escola dos Deuses”

Obra voltada para empreendedores e estudantes que desejam deixar de lado uma vida mecânica e repetitiva. “O livro fala sobre a importância de se criar primeiro o mundo interior, das reflexões, dos pensamentos, para depois produzir o mundo exterior”, explica Celestino.

“A Escola dos Deuses”, de Stefano Elio D´Anna (Editora Prolibera, a partir de R$ 40)





"A Linguagem das Emoções"

O autor da obra é consultor da série norte-americana Lie to Me e explica que é possível lidarmos melhor com os nossos sentimentos. Ao compreender melhor as emoções é possível entender melhor as pessoas com quem você convive. Um empreendedor precisa lidar com investidores, clientes e fornecedores constantemente e com a leitura pode aprender a lidar melhor com determinados sinais.

“A Linguagem das Emoções”, de Paul Ekman (Editora Leya Brasil, a partir de R$ 34,90)



"A Lógica do Cisne Negro"

Temas como sorte, incerteza e probabilidade são abordados pelo autor para explicar determinados conhecimentos. Para Bonomo, do Ibmec/MG, essa é uma obra indicada para quem atua no mundo empresarial e precisa entender seus paradoxos.

“A Lógica do Cisne Negro”, de Nicholas Taleb (Editora Best Seller Ltda, a partir de R$ 39,90)





"A Revolta de Atlas"

Neste romance, o mundo é um lugar em que novas ideias são punidas e empresários inventores somem sem deixar pistas. Indicação de Carvalho, do Centro de Empreendedorismo do Insper, a obra traz uma reflexão sobre inovação e empreendedorismo.

“A Revolta de Atlas”, de Ayn Rand (Editora Sextante, a partir de R$ 69,90)





"A Vez do Sonho"

A obra contém entrevistas de onze empreendedores brasileiros feitas por Fernando Dolabela. Eles tratam de assuntos como riscos e inovação por meio de suas experiências.

“A Vez do Sonho”, de Fernando Dolabela (Editora Cultura, a partir de R$ 30,00)






"As 48 Leis do Poder"

O livro mostra como pensam estrategistas de diferentes épocas e como eles usam a inteligência e planejamento para vencer. Martins, da Sociedade Latino Americana de Coaching, diz que o livro indica como conviver com erros e acertos.

"As 48 Leis do Poder", de Robert Greene e Joost Elffers (Editora Rocco, a partir de R$ 64,50)





“As Campeãs Ocultas”

A obra traz lições de 500 pequenas e médias empresas, de diversos países, que são destaques em seu mercado. Além disso, o autor descobriu que elas têm alguns aspectos em comum como serem inovadoras e próximas de seus consumidores.

“As Campeãs Ocultas: Estratégias de Pequenas e Médias Empresas que Conquistaram o Mundo”, de Hermann Simon (Editora Bookman, a partir de R$ 53)




“As Cartas de Tsuji”

Este livro narra a história de um pesquisador que decide abrir uma empresa. “Leitura fácil e bastante didática, com apontamentos claros e dicas rápidas para empreendedores de início de carreira”, afirma Bonomo.

“As Cartas de Tsuji: A História de um Pesquisador e seus Alunos Criando uma Empresa de Base Tecnológica”, de Rochel Monteiro Lago, Lilian Barros Pereira Campos e Euler Santos (Editora UFMG, a partir de R$ 42)


"Eu S/A"

Essa ficção tem como assunto principal o marketing. A narrativa acontece em um mundo em que as pessoas têm o sobrenome substituído pela marca da empresa em que trabalham.

“Eu S/A”, de Max Barry (Editora Record, a partir de R$ 32,90)






"Fora de série - Outliers"

A obra traz exemplos de empreendedores que conseguiram o sucesso que as pessoas tanto almejam e mostra que há uma lógica para isso. Para o autor, é um conjunto de fatores como oportunidades incríveis e nível de excelência do profissional.

“Fora de série - Outliers”, de Malcolm Gladwell (Editora Sextante, a partir de R$ 29,90)





"Liderança - Segundo Barack Obama"

Livro-empreendedorismo-liderançaAs campanhas presidenciais de Barack Obama foram marcadas pela capacidade de lidar com diferentes tipos de mídia. Mais do que isso, a obra mostra quais foram as estratégias intrapessoais e interpessoais para chegar à presidência dos Estados Unidos.

“Liderança - Segundo Barack Obama”, de Shel Leanne (Editora Leya Brasil, a partir de R$ 29,90)





"Hard Drive: Desejo de Vencer"

A obra narra a história da Microsoft e de seu fundador, Bill Gates. “O livro, em sua perspectiva histórica, apresenta uma empresa que surpreende seus clientes com um misto de capacidade, agressividade, competência e arrogância, com um final que ainda está por ser escrito”, explica Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral.

“Hard Drive: Desejo de Vencer”, de James Wallace e Jim Erickson (Editora Record, a partir de R$ 20)



"O Poder do Mito"

A obra é uma série de conversas que o autor teve com o jornalista norte-americano Bill Moyers e fala sobre os mitos e as aventuras que todos passam para evoluir. Para Celestino, é uma maneira de empreendedores observarem seus desafios, medos e desejos de modo a amadurecer como indivíduo e auxiliar outros a fazerem o mesmo.

“O Poder do Mito”, de Joseph Campbell (Editora Palas Athena, a partir de R$ 74)



"O Poder dos Quietos"

A obra é baseada em pesquisas científicas e mostra grandes realizações feitas por introvertidos como Albert Einstein. Para Celestino, é essencial que o empreendedor tenha habilidade para lidar com diferentes tipos de profissionais, dos extrovertidos aos introvertidos.

“O Poder dos Quietos”, de Susan Cain (Editora Agir, a partir de R$ 29,90)





"Por que as zebras não têm úlceras?"

O autor é um especialista em estresse e acredita que o motivo da queda de desempenho profissional é como ministramos o estresse em corpo. “Segundo o autor, a maneira que fazemos isso será a chave para que nossas inteligências sejam usadas para a aquisição de resultados”, explica Martins, da Sociedade Latino Americana de Coaching.

“Por que as zebras não têm úlceras?”, de Robert M. Sapolsky (Editora Francis, a partir de R$ 89)



“Steve Jobs: A Biografia”

A biografia de Steve Jobs tem como base mais de quarenta entrevistas feitas ao longo de dois anos. “Acredito que a profundidade e abrangência da visão a respeito da vida e dos pensamentos de Steve Jobs nos dão uma dimensão realista de que o empreendedor, por mais bem-sucedido que seja, é humano e comete erros”, afirma Celestino.

“Steve Jobs”, de Walter Isaacson (Editora Companhia das Letras, a partir de R$ 49,90)



"The Idea Factory"

A obra narra a história da Bell Laboratories, de onde saíram as principais inovações do século 20, como laser e linguagens de programação, além de mão de obra para startups.

“The Idea Factory: Bell Labs and the Great Age of American Innovation”, de Jon Gertner (Editora Penguin Press, a partir de US$ 19 na Amazon)





"The First Venture Capitalist"

Georges Doriot era acadêmico da Universidade de Harvard, empreendedor e fundou o INSEAD, uma das escolas de negócios de destaque mundial. A obra é uma reunião de relatos de ex-alunos e colegas de Doriot.

“The First Venture Capitalist: Georges Doriot on Leadership, Capital and Business Organization”, de Udayan Gupta (Editora Gondolier, a partir de US$ 18 na Amazon)




 
 
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